Daniel Anand, engenheiro, pai de gêmeas e velho da Internet. Seu primeiro de RPG foi o GURPS Módulo Básico, 3a edição, 1994. De lá para cá, jogou e mestrou um pouco de tudo, incluindo AD&D, Star Wars d6, Call of Chuthulu, Vampire, GURPS, Werewolf, DC Comics (MEGS), D&D 3-4-5e, d20 Modern, Star Wars d20, Marvel Superheroes, Dragonlance SAGA, Startrek, Alternity, Dread, Ars Magica, 13th Age e atualmente mestro Pathfinder 2E. @dsaraujo no twitter
Só um aviso que irei mudar de estado, e com isso o computador que roda o Rolando 20 que fica aqui embaixo da mesa vai ficar fora do ar por um tempo. Eu espero que o site fique fora do ar do dia 15-16 de Junho até por volta de 15 de Julho.
A partir dessa data, eu gostaria de voltar com o podcast. Estou desenvolvendo aqui coisas que eu gostaria de fazer, mas se você é ouvinte das antigas e tem opinião, deixe aí embaixo!
Mais um trecho da nossa aventura em Forgotten Realms usando o Daggerheart como sistema! Leia todas aqui!
O grupo se encontrava diante da Forja do Amanhecer, dentro da pirâmide de Dun-Tharos, enquanto o Homem Apodrecido realizava seu ritual sinistro para invocar um avatar de Talona. Ash, a criança misteriosa que carregava um fragmento da deusa unicórnio Lurue, estava desacordada e envenenada nos braços de Ususi. O escudo protetor do Homem Apodrecido havia caído quando a forja começou a acender, revelando finalmente a presença da criança que ele tanto procurava. Do lado de fora da pirâmide, um exército massivo de vológenes, demônios e drow se concentrava, pronto para seguir o avatar de Talona e devastar a floresta.
Talona
Mas o Homem Apodrecido não lutaria sozinho contra cinco heróis. Do leste, os bárbaros da tribo de Qoacesta emergiram da linha da floresta com gritos de guerra, liderados por druidas de Yeshelmaar. Pelo flanco, o som inconfundível de trombetas de pedra e metal ecoou quando Gor Ironvein cumpriu sua palavra, trazendo os anões de Kazargadol e Fhearwood para formar uma parede de escudos. Eldiria e Elowen lideraram um contingente de caçadores e rangers direto de Yeshelmaar. O vale inteiro havia se unido contra a escuridão, e todos ganharam um lampejo de esperança ao testemunhar essa união.
Jade conjurou ilusões de sementes de luz que entraram em cada um dos heróis, inspirando-os para a batalha que estava por vir. Tassariel e Cillian executaram um ataque combinado magistral, com Tassariel criando vaga-lumes de fogo enquanto Cillian os direcionava com precisão mágica para dentro da forja. A bigorna inteira começou a brilhar num tom de fogo intenso, emanando um calor que todos podiam sentir. O Homem Apodrecido, percebendo o perigo, estendeu seus braços de vinhas como tentáculos enormes e agarrou Ash do outro lado da sala, puxando-a para perto de si apesar dos esforços de Ususi para segurá-la.
Determinados a ativar completamente a forja, Jade e Tassariel realizaram outro ataque combinado. Tassariel invocou a encarnação do fogo, transformando-se numa manifestação flamejante, enquanto Jade puxava o frio ao redor dela para intensificar ainda mais o calor. Quando colocaram suas mãos na forja, ela explodiu em um clarão de fogo tão intenso que era quase branco, jogando o Homem Apodrecido para trás com força tremenda. Cillian e Ususi foram derrubados pela explosão, mas nenhum deles sofreu ferimentos graves. Oloran foi arremessado para longe, e todos que possuíam visão mágica viram uma conexão se rompendo entre ele e a forja, estilhaçando o anel que ele usava.
A ativação da forja teve consequências inesperadas. Rachaduras começaram a aparecer no ar por toda Dun-Tharos, como se a própria realidade estivesse se despedaçando. Dos portais que se abriam, demônios da antiga Narfell começaram a emergir—criaturas que haviam sido aprisionadas por milênios pelas barreiras místicas que o anel de Oloran ajudava a manter. Os anões e bárbaros que lutavam do lado de fora se viram subitamente cercados por hordas demoníacas, transformando a batalha numa situação ainda mais desesperadora.
O Homem Apodrecido, enfurecido pela ativação da forja, apontou para cima e o topo da pirâmide começou a se abrir, revelando o céu crepuscular. Com Ash ainda presa em suas vinhas, ele proclamou sua vitória: “Vocês acham que eu seria tolo? Vocês a trouxeram até mim.” Então, diante dos olhos horrorizados de todos, a cabeça de chacal que havia crescido de seu corpo mordeu diretamente a cabeça de Ash, despedaçando seus ossos, enquanto a cabeça de gafanhoto devorava o resto de seu pequeno corpo. Cillian, que havia se teleportado para a sombra do monstro na tentativa de resgatá-la, ficou paralisado pelo choque do que testemunhou.
A transformação do Homem Apodrecido continuou enquanto ele crescia cada vez mais, rasgando sua capa e revelando múltiplos braços e três cabeças grotescas—chacal, gafanhoto e sua cabeça original. Uma névoa púrpura começou a encher o lugar, e as três cabeças gritaram em uníssono numa língua antiga de Narfell, causando terror nos corações dos heróis. Cillian, recuperando-se do choque, saltou nas costas da criatura e a agarrou num estrangulamento mortal, enquanto braços de sombra envolviam o corpo monstruoso. Com sua espada, ele arrancou a cabeça do chacal que havia devorado Ash, mas a criatura regenerou rapidamente, fazendo a cabeça crescer de volta.
A batalha se intensificou quando Ususi gritou uma revelação crucial: “Ele é vulnerável a você, Tassariel! Você é a última druida!” Tassariel, transformada em pantera e imbuída com a encarnação do fogo, atacou ferozmente enquanto Jade, invisível, usou sua força para empurrar o monstro para dentro da própria Forja do Amanhecer. O Homem Apodrecido caiu sobre a bigorna ardente, e Tassariel, com suas patas flamejantes, o segurou ali enquanto o fogo da forja o consumia. Ele gritou em agonia, tentando escapar, mas a pantera de fogo não o soltou até que ele fosse completamente destruído.
Do corpo despedaçado do Homem Apodrecido, algo milagroso emergiu. Uma jovem que se parecia com Ash, mas mais velha e com aproximadamente dois metros e vinte de altura, saiu de dentro dele. Ela tinha um chifre de unicórnio na testa e estava coberta de sangue e podridão. Quando se levantou, todos sentiram imediatamente aquela mesma sensação de paz e cura que haviam experimentado com Ash no passado—a presença de algo divino e puro. Ela tocou gentilmente os rostos de Jade e Tassariel, agradecendo-lhes, e então asas de luz brotaram de suas costas.
A jovem, que se revelou ser Araluen, um avatar de Lurue, subiu na Forja do Amanhecer e se lançou para cima através da abertura no topo da pirâmide. Um brilho enorme desceu do céu, iluminando toda a floresta de Dun-Tharos e a cidade antiga. Os demônios se esconderam da luz, e as tropas do Homem Apodrecido começaram a se despedaçar. Araluen desceu do céu para lutar contra os demônios maiores—Pit Fiends e outras criaturas além da capacidade dos exércitos mortais de derrotar. Ela explicaria mais tarde que ela e Ash eram agora uma só, que a fagulha divina de Lurue havia escapado de Talantyr há dois anos e se refugiado na criança órfã, e que agora, reunida com o resto da energia vital da deusa, ela havia renascido.
Oloran, recuperado e com seus poderes druídicos restaurados, transformou-se numa águia gigante e resgatou o grupo da pirâmide. Voando sobre o campo de batalha, eles testemunharam o caos abaixo—Araluen lutando contra os demônios maiores enquanto os exércitos aliados enfrentavam hordas de criaturas menores. Cillian se juntou aos caçadores de Lethyr e Elowen no chão, usando sua invisibilidade e habilidades furtivas para eliminar demônios-chave. Tassariel, voando nas costas de Oloran, conjurou vinhas que brotaram do chão para restringir os demônios voadores, enquanto Jade criou cristais de gelo que furavam as asas das criaturas voadoras, fazendo-as cair.
Jade então usou sua presença e oratória para capturar a atenção dos líderes dos exércitos. Ela gritou que o Homem Apodrecido estava morto, que o trabalho principal havia sido cumprido, e que agora precisavam recuar para se reagrupar. Embora sua voz estivesse fraca pela exaustão, os líderes dos druidas, rangers e bárbaros reconheceram a sabedoria em suas palavras. Eles começaram a organizar a retirada de Dun-Tharos enquanto Araluen mantinha os demônios maiores ocupados. A tempestade de neve que havia assolado a região finalmente cessou, e um sol de inverno apareceu no horizonte enquanto os exércitos marchavam para o sul.
A jornada para Yeshelmaar levou vários dias, e ao longo do caminho, os aliados começaram a se separar. Na Grande Estrada, os bárbaros conversaram com Elowen e Oloran, que prometeram restabelecer relações entre as cidades dos humanos e as tribos bárbaras. Os anões fizeram uma trégua com os bárbaros após terem lutado lado a lado contra um inimigo comum, e então se separaram para retornar a Dun-Tharos e buscar o restante do povo de Kazargadol. Ususi abraçou cada um dos heróis calorosamente antes de seguir para Kront, oferecendo sua ajuda futura em conhecimento e componentes mágicos sempre que precisassem.
O grupo decidiu fazer um desvio pela Floresta de Lethyr para plantar a semente de Oakenheart que haviam guardado. Eles se separaram dos Rangers de Lethyr e adentraram a floresta até encontrarem um local sereno perto de uma nascente e cachoeira. Tassariel realizou um ritual druídico completo, fazendo uma oração a Rillifane enquanto plantava a semente com reverência. Enquanto a luz do sol filtrava através das folhas das árvores, Araluen apareceu novamente entre eles, sua presença trazendo aquela sensação familiar de paz.
Araluen agradeceu ao grupo profundamente, explicando que dois anos atrás, Talantyr havia tentado roubar toda a fagulha divina de Lurue usando poderes dados por Talona. Ele quase conseguiu, mas uma fagulha escapou e foi parar em Ash, uma jovem órfã. Agora, com a reunião dessa fagulha e o reacendimento da Forja do Amanhecer, ela havia se tornado completa novamente. Ela tocou o chão e abriu um portal, permitindo que os anões de Kazargadol que haviam ficado presos emergissem em segurança, antes de destruir o portal. Araluen prometeu cuidar da árvore que nasceria da semente de Oakenheart e ofereceu sua ajuda sempre que o grupo precisasse, embora não soubesse quanto tempo Lurue a deixaria permanecer em Toril.
Naquela noite, ao redor da fogueira do acampamento, Cillian finalmente revelou sua verdadeira identidade. Com um truque de mágico, ele fez aparecer o broche dos Harpers e se apresentou formalmente como Cillian Hartigan, um Harper. Ele explicou que sua missão original havia sido investigar a presença de Drows na região, mas que havia perdido mais de um mês sob o domínio de Damanda. Jade, ansiosa, mostrou-lhe o colar com o símbolo dos Harpers que havia herdado de seu pai, perguntando se ele conhecia um humano que havia viajado para as montanhas. Embora Cillian não reconhecesse o símbolo específico, ele sugeriu que procurassem em Dunderdale, onde outros Harpers poderiam ter informações.
Então, num momento solene, Cillian formalizou o juramento de Jade como Harper. Ele recitou os princípios da organização—sobre trabalhar nas sombras para servir a luz, sobre promover a liberdade e a justiça, sobre manter o equilíbrio entre o poder e a liberdade, e sobre preservar a história para que os erros do passado não se repetissem. Jade repetiu cada palavra com convicção, e quando terminou, ela era oficialmente uma Harper. Foi um momento de reconhecimento e crescimento após tudo que ela havia passado.
Jade
As discussões ao redor da fogueira continuaram pela noite. Elowen expressou sua crença na redenção, sugerindo que talvez algumas das criaturas corrompidas ainda pudessem ser purificadas, especialmente com a ajuda do Nentyarch. Oloran anunciou sua intenção de retornar a Cormanthor após se recuperar em Yeshelmaar, priorizando avisar sobre a ameaça dos Drows que Cillian havia mencionado. O grupo discutiu a necessidade de retornar a Dunderdale para lidar com os vampiros que ainda infestavam a cidade, e Jade estava determinada a encontrar pistas sobre seu pai desaparecido. Valeron, um dos druidas, expressou sua preocupação de que a Floresta de Rawlinswood nunca mais seria a mesma, provavelmente sendo renomeada para Floresta de Dun-Tharos devido à infestação demoníaca permanente.
Enquanto as estrelas brilhavam acima e a fogueira crepitava, o grupo refletiu sobre tudo que haviam conquistado. Eles haviam derrotado o Homem Apodrecido, reacendido a Forja do Amanhecer, e testemunhado o renascimento de um avatar divino. Embora a floresta de Dun-Tharos permanecesse perigosa e cheia de demônios, a corrupção do Talantyr havia cessado. Novos desafios os aguardavam—vampiros em Dunderdale, mistérios sobre os Drows, e a busca pelo pai de Jade—mas por enquanto, eles podiam descansar sabendo que haviam salvado incontáveis vidas e mudado o destino do vale para sempre.
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Após atravessarem as ruas tomadas de Dun-Tharos, o grupo finalmente chegou à imponente pirâmide no centro da cidade, uma estrutura que antes servia como centro de poder dos druidas do Grande Vale. Cercada por árvores e espelhos d’água agora corrompidos, a pirâmide emanava uma aura sinistra. Na entrada secundária que levava à Forja do Amanhecer, foram surpreendidos pela Blightlord Damanda, a vampira que já haviam enfrentado duas vezes antes, acompanhada por Gameliel e Anammelech, ambos aparentemente ressuscitados das mortes anteriores. Tassariel, em sua forma de pantera gigante, provocou Damanda, questionando se ela fugiria novamente, ao que a vampira respondeu que este seria seu último combate, de uma forma ou de outra.
A batalha foi feroz e brutal. Gameliel, sem sua arma mas coberto por uma armadura pesada que escorria óleo negro, avançou rugindo de forma não natural. Cillian conseguiu prendê-lo com um golpe preciso, mas a armadura do guerreiro morto-vivo liberou um óleo corrosivo que causou grande sofrimento. Tassariel, em sua forma felina, atacou com garras e presas, arrancando pedaços da armadura enquanto o óleo negro queimava sua pele. Anammelech, agora uma criatura de geleia escura que apenas emitia ruídos, atacou com uma faca enquanto se arrastava pelo chão. Jade lançou bolas de fogo contra Damanda, que resistiu parcialmente aos ataques mágicos com sua natureza vampírica. Quando Gameliel infectou Jade com seu óleo negro, causando dor contínua, Tassariel entoou uma canção curativa que restaurou suas forças e removeu a corrupção.
O combate chegou ao clímax quando Cillian desferiu um golpe devastador em Gameliel, e Tassariel o empurrou para o espelho d’água, onde o guerreiro morto-vivo se desintegrou em óleo negro, deixando apenas pedaços de armadura flutuando. Tassariel então correu para confrontar Damanda, resistindo à tentativa da vampira de dominá-la com o olhar e cravando garras e presas em sua jugular. Cillian emergiu das sombras e cravou sua espada no coração de Damanda, que antes de cair apontou para Jade e Tassariel, dizendo que elas haviam sacrificado a si mesmas. Anammelech foi empurrado para a água e incinerado por uma bola de fogo, derretendo-se em uma poça de líquido escuro. Os três Blightlords estavam finalmente destruídos.
Após a batalha, o grupo revistou os corpos e encontrou um saco de pedras preciosas e um anel misterioso em uma corrente de prata no corpo de Damanda. O anel era grande, feito de prata com uma gema vermelha e detalhes que pareciam chamas. Percebendo que a tempestade se aproximava cada vez mais, como se estivesse convergindo para a pirâmide, o grupo decidiu entrar na estrutura em busca de um local seguro para descansar. Desceram por uma escadaria escura, iluminada por uma tocha acesa por Ususi, e encontraram um corredor lateral com várias salas. Uma delas exalava um cheiro horrível de podridão que decidiram ignorar, mas em outra encontraram aposentos confortáveis com tapeçarias, uma lanterna acesa, um altar dedicado a Shar, a deusa das sombras, e uma escrivaninha com papéis.
Durante o breve descanso, Jade examinou a escrivaninha e encontrou notas recentes de Damanda, escritas com tinta ainda fresca. As anotações revelaram que o Homem Apodrecido não queria apenas governar a floresta ou os vales, mas fundir toda Toril com o cárcere, e que a Forja do Amanhecer abriria a porta que os antigos de Narfell haviam fechado. Damanda escrevera que ela tinha a chave—o anel que estava com Oloran—e que era a única capaz de impedir o plano. Tassariel reconheceu o anel como sendo associado a uma demônia da antiga Narfell, mencionado em histórias do templo dos deuses da natureza. Ususi explicou que o anel controlava a demônia, mas expressou apreensão em identificá-lo magicamente devido ao risco de maldição. O grupo decidiu guardar o anel, com Jade ficando responsável por ele.
Após o descanso, o grupo retornou à escadaria principal e encontrou um obstáculo terrível: raízes negras e apodrecidas cobriam completamente o caminho, descendo do teto ao chão como um véu de vinhas pulsantes. Quando Jade tocou uma raiz, sentiu um formigamento que rapidamente se transformou em uma dor intensa, como uma queimadura ou picada venenosa. Quando tentaram usar fogo para afastar as raízes, elas reagiram abrindo espinhos ameaçadores. Tassariel se transformou em serpente e serpenteou pelas raízes com sucesso, enquanto Jade atravessou com a ajuda das sombras de Cillian, sentindo a dor mas chegando ao outro lado sem efeitos duradouros. Cillian atravessou por último, protegendo Ash debilitada em seus braços, usando suas sombras e a orientação de Tassariel para evitar o pior das raízes venenosas.
Finalmente, o grupo chegou a uma vasta câmara central subterrânea, sufocante e abafada, iluminada por uma luz roxa arrocheada. No centro da sala, sobre uma antiga bigorna de obsidiana—a Forja do Amanhecer—estava Oloran, o mentor de Tassariel, com aparência cansada e barba embranquecida, apoiando as mãos na forja. Ao fundo, cercado por um escudo de energia e com os braços erguidos, o Homem Apodrecido murmurava palavras arcanas. Oloran olhou para o grupo com surpresa e alívio, mas quando Tassariel correu para ele, fez um gesto para que ela não se aproximasse. Ele revelou que a chama sagrada da forja havia se apagado, que estivera sob o controle do Homem Apodrecido até o início do ritual, e que agora estava ligado à forja de alguma forma misteriosa, sentindo o vazio e o frio do lugar. Seus poderes druídicos haviam desaparecido completamente.
O grupo discutiu desesperadamente como reacender a forja enquanto o Homem Apodrecido continuava seu ritual. Tassariel começou uma prece a Rillifane, fazendo vinhas crescerem ao redor da bigorna para canalizar energia mágica, enquanto Jade tentava aquecer as estátuas das divindades forjadoras com bolas de fogo. Faíscas começaram a emergir das estátuas, mas o processo era lento. O Homem Apodrecido abriu os olhos e, com uma voz cavernosa que trazia um cheiro terrível de podridão, declarou que mesmo que a forja fosse acesa, não seria suficiente, pois Talona viria para liderar seus exércitos. Ele lançou uma onda de escuridão contra o grupo, que resistiu usando sombras, esquivas e escudos mágicos. Jade e Tassariel então trabalharam juntas, com Jade cantando uma canção inspiradora sobre os druidas ancestrais, lembrando de todos os sacrifícios feitos até aquele momento—a morte de Falon, de Silas, e de todos que lutaram pela floresta. Com essa memória ardendo em seu coração, Tassariel canalizou toda a sua força, e a forja começou a tremer violentamente. Faíscas e um líquido brilhante e vermelho emergiram, uma fumaça quente e luminosa se espalhou, e as vinhas cobriram completamente a bigorna. Oloran sorriu para Tassariel antes de cair desmaiado ao lado da forja. Mas então, um chicote de vinhas espinhentas emergiu do escudo do Homem Apodrecido, atacando o grupo e atingindo Ash pela terceira vez, dissipando sua invisibilidade. O Homem Apodrecido sorriu de forma antinatural, mostrando dentes como palitos, e declarou que o grupo havia trazido a criança até ele. Com um estalo, o campo de força desapareceu, e ele começou a caminhar na direção do grupo.
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O grupo encontrou-se em um prédio em ruínas em Dun-Tharos, onde depararam com T’Nak, um demônio com aparência de gafanhoto. Ele ofereceu proteção em troca da recuperação de um anel para libertar sua rainha aprisionada, notando que Falael carregava o toque de Auril em sua pele. O grupo recusou a oferta, alegando urgência e falta de recursos, e quando Tinak ameaçou que um confronto atrairia hordas de demônios e criaturas de Talantyr, responderam com sinceridade brutal: ou ele os deixaria ir, ou seria destruído. Tinak desapareceu em um canto escuro, e momentos depois, o som de um berrante enorme ecoou do lado de fora, alertando as forças de Talantyr sobre a presença do grupo.
Enquanto navegavam pelas ruínas tentando escapar, Falael consultou a Gloomgate, a espada negra que carregava. A arma revelou-se familiarizada com Dun-Tharos, afirmando que conhecia muito bem o lugar e que Gameliel e Anammelech a haviam carregado pelos corredores da cidade. Ela ofereceu-se para guiar o grupo até a Forja do Amanhecer, apesar de Cillian observar com ceticismo a conversa de Falael com a espada maligna. O grupo realizou uma fuga furtiva através das ruínas, evitando um exército de demônios, mortos-vivos e elfos corrompidos que revirava o local onde haviam estado. Durante a fuga, avistaram um prédio peculiar, completamente coberto por vinhas intactas e saudáveis que pareciam magicamente protegidas, diferente da vegetação apodrecida ao redor.
Cillian se esgueirou invisível para investigar o prédio misterioso, mas descobriu que estava completamente selado pelas vinhas, sem janelas ou portas visíveis. Tassariel aproximou-se e usou sua habilidade de falar com plantas, ouvindo vozes pequenas repetindo “proteger, proteger, proteger”. Ela pediu às vinhas que os deixassem entrar, explicando que vieram para salvar a floresta, e após alguma persuasão – com ajuda de Jade mostrando a semente do Oakenheart – as vinhas abriram uma passagem quadrada ao redor de uma porta lateral. O grupo entrou rapidamente e descobriu que estavam em um templo antigo dedicado a Chauntea e Silvanus, com ar limpo e sagrado, livre do cheiro de podridão que permeava o resto da cidade.
Dentro do templo, encontraram uma biblioteca contendo livros antigos sobre a história do Império de Narfell. Durante um descanso, o grupo estudou os textos e descobriu informações cruciais sobre a Forja do Amanhecer – um local mítico onde um pedaço do sol foi aprisionado no ferro para forjar itens mágicos poderosos. Aprenderam sobre a Coroa de Narfell, que aprisionava as almas dos reis, e sobre o anel que aprisiona a demônia Irikta, uma criatura terrível que podia sumonar exércitos de demônios e que estava sob o controle de quem possuísse o anel. Os livros indicavam que a Forja do Amanhecer estava localizada na mesma pirâmide que o trono do Nenthyarc, mas em uma parte central e subterrânea. Tassariel encontrou um texto antigo em Narfell que parecia ser uma profecia relacionada à missão, mas ninguém conseguia traduzi-lo.
O grupo decidiu plantar a semente do portal no altar do templo, apesar de preocupações com profanação. Tassariel fez uma oração às divindades da natureza, pedindo proteção para o local e a floresta, e a semente cresceu formando um arco de vinhas que abria um portal. Ususi Manaallin e Ash chegaram através do portal, mas Ususi trouxe notícias perturbadoras: Elowen havia desaparecido alguns dias antes, deixando Ash sob seus cuidados após expressar um pressentimento ruim. O grupo pediu a Ususi para traduzir o texto antigo, e após estudo cuidadoso, ela revelou uma profecia que falava sobre o coração esverdeado escurecer, o rei da podridão acender, e o unicórnio se quebrar. A profecia instruía a buscar pela criança do silêncio com os olhos da manhã dourada – claramente Ash – que possuía um fragmento prateado de Lurue, e levar o receptáculo para a bigorna onde o sol está preso no ferro, para que a deusa renascesse.
O grupo debateu intensamente o significado da profecia, especialmente o papel de Ash. Jade expressou receio de que a profecia exigisse o sacrifício da criança, mas Tassariel argumentou que Lurue era uma deusa boa e não exigiria tal coisa, acreditando que se tratava apenas de libertar o fragmento divino. Todos reafirmaram que não sacrificariam Ash, pois não era o que faziam, e Tassariel havia dado sua palavra a Elowen de proteger a criança como se fosse sua sobrinha. Cillian, após ouvir toda a história do grupo e a profecia, decidiu oferecer suas habilidades para proteger Ash durante a missão perigosa. Jade cantou uma versão épica da história do grupo, incluindo a derrota de tenentes anteriores e a origem da Gloomgate, enquanto o grupo se preparava para descansar até a manhã seguinte.
Na manhã seguinte, o grupo partiu para infiltrar-se na pirâmide de Dun-Tharos. Ao sair do templo, vinhas corrompidas dos prédios vizinhos atacaram, mas conseguiram evitá-las. Tassariel transformou-se em pantera e usou seus instintos aguçados para encontrar um caminho seguro através de vinhas espinhosas, farejando áreas menos corrompidas e guiando o grupo como através de um labirinto. Cillian utilizou suas habilidades de ladino para desviar de uma patrulha de demônios acorrentados, segurando a pantera no momento certo enquanto os Chain Devils passavam arrastando suas correntes. Jade usou seu anel do silêncio para se esgueirar e abrir um portão, mas Falael tropeçou ao passar, fazendo o portão ranger e alertando um sentinela humano mercenário forte e de tapa-olho.
Apesar do contratempo, o grupo continuou avançando. Falael usou sua magia para detectar e desarmar uma série de runas de proteção em uma muralha ao redor da pirâmide, tocando nas runas na ordem certa enquanto seu braço brilhava indicando as corretas. No entanto, concentrada nas armadilhas mágicas, ela esqueceu das armadilhas mundanas, e uma flecha envenenada disparou, atingindo Ash. Ususi pegou a criança no colo, notando que estava envenenada, mas o grupo conseguiu atravessar e chegar à pirâmide. A estrutura era imponente, misturando-se naturalmente com a floresta apesar de ser de pedra, mas agora era o centro da corrupção, com um cheiro terrível de podridão e chão pegajoso como brigadeiro espalhado em festa de criança.
Ao chegarem à entrada lateral da pirâmide, o grupo foi confrontado por uma cena aterrorizante. Damanda surgiu, anunciando que estava esperando por eles e que esta seria a última vez que se encontrariam. Gameliel emergiu de trás de uma ruína em sua armadura escorrendo óleo, emitindo um rosnado ameaçador – Damanda havia conseguido trazê-lo de volta. Do outro lado, uma substância mole encheu uma capa no chão, formando Anammelech, que apontou para Falael e declarou que ela tinha algo que lhe pertencia e que ele iria recuperar. O grupo encontrava-se diante dos três tenentes de Talantyr, preparados para o confronto final na entrada da pirâmide que guardava tanto o trono do Homem Apodrecido quanto a Forja do Amanhecer.
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Jade, Falael, Durga e Tassariel encontravam-se na base de uma escadaria colossal de obsidiana, uma área onde toda magia cessava de funcionar. Ususi havia partido com Alien, um humano que encontraram, deixando o grupo de quatro para enfrentar a exaustiva subida. Cada degrau media aproximadamente um metro de altura, transformando a escalada em um desafio físico árduo. Enquanto isso, em uma jornada paralela, Cillian, um meio-elfo Harper, atravessava vastas regiões de Faerûn em uma missão para investigar os Drow, até chegar à cidade de Dunderdale, que encontrou infestada de vampiros liderados por uma criatura chamada Damanda.
Fugindo dos vampiros, Cillian adentrou a floresta de Rawlinswood, descobrindo que ela estava corrompida por uma praga maligna e criaturas das trevas. Uma tempestade não natural e violenta forçou-o a buscar refúgio no Subterrâneo, onde seguiu rastros recentes até encontrar o grupo na base da escadaria. Aproximando-se com cautela, Cillian fingiu ser um aventureiro perdido, e Jade, confundindo-o com um Harper desaparecido chamado Thales, questionou sua identidade. Após negar ser Thales, Cillian revelou discretamente seu broche de Harper para Jade, estabelecendo uma conexão secreta entre eles e alertando-a sobre a importância da discrição. O grupo, apesar da desconfiança inicial de Durga, decidiu permitir que Cillian os acompanhasse na subida.
Durante a longa e perigosa ascensão, o grupo enfrentou diversas armadilhas. Durga e Jade detectaram uma placa de pressão em um dos degraus, mas não conseguiram alertar todos a tempo, e lanças dispararam das paredes, ferindo Tassariel e Cillian, deixando Tassariel gravemente incapacitada. Mais adiante, Cillian identificou fios de seda de aranha, típicos das armadilhas Drow, e o grupo decidiu testá-las à distância, descobrindo que a área de anti-magia as tornava ineficazes. Cillian também informou que a tempestade mágica que os havia forçado a entrar no Subterrâneo ainda persistia na superfície. Após horas de subida exaustiva, um grupo de morcegos gigantes desceu do topo, atacando o grupo, e Cillian e Jade foram atingidos. Eventualmente, encontraram um símbolo Harper riscado na parede, indicando perigo mágico à frente.
Finalmente, após uma jornada extenuante, o grupo emergiu em ruínas cobertas de neve, sob um céu escuro e tempestuoso, no que parecia ser o olho de um furacão. Eles se encontravam nas ruínas de Dun-Tharos, a antiga capital do Império de Narfell, agora tomada pela corrupção. Antes que pudessem se orientar, Damanda e seus vampiros surgiram das sombras, emboscando o grupo e exigindo sua rendição. Durga rapidamente ativou sua lanterna sagrada com uma oração, emitindo uma luz poderosa que impediu os vampiros de usar suas habilidades de escuridão e teletransporte. Jade tocou uma melodia inspiradora em sua harpa, concedendo coragem ao grupo, e lançou uma bola de fogo em Damanda, mas a vampira se transformou em névoa para evitar o dano direto.
O combate foi intenso e caótico. Um vampiro adepto atacou Jade com um raio enervante, drenando seu estresse e deixando-a vulnerável. Cillian invocou um espírito das sombras que atacou Damanda, causando-lhe dano, enquanto Durga tentou prender a vampira fisicamente, mas ela escapou novamente na forma de névoa. Jade então tocou uma canção épica que tornou Damanda vulnerável aos ataques do grupo, e Cillian se moveu pelas sombras para destruir um vampiro adepto com um ataque furtivo. Durga atacou os vampiros restantes com seu escudo e maça, destruindo vários deles. Jade tentou restringir Damanda em sua forma de névoa com magia, diminuindo sua fuga, mas não conseguindo impedi-la totalmente. Apesar de derrotarem os vampiros, Damanda conseguiu escapar na forma de névoa, e Cillian gritou para ela em fuga, questionando se desta vez seria diferente.
Após a batalha, o grupo observou as ruínas de Dun-Tharos ao seu redor, notando a tempestade mágica que cercava a cidade como um olho de furacão e uma pirâmide distante. Durga ficou emocionado ao estar fora do subterrâneo, maravilhado com o céu. Ao procurar abrigo em um prédio aparentemente intacto, foram confrontados por T’Nak, uma criatura de gelo semelhante a um gafanhoto gigante, empunhando uma lança afiada. T’Nak revelou ser um guardião de uma Rainha Aprisionada e perguntou se o grupo havia vindo libertá-la. Ele explicou que Talantyr, o Homem Apodrecido, possuía um anel que controlava a essência da rainha através de antigos pactos de Narfell, mas desconhecia o verdadeiro poder do artefato.
T’Nak descreveu a Rainha Aprisionada como uma sombra feita de dentes e entranhas, e informou que Talantyr estava na sala do trono de Dun-Tharos. Ele revelou que o anel estava em uma câmara onde demônios não podiam entrar, mas mortais sim, e que havia uma grande recompensa pela libertação da rainha. T’Nak advertiu que não havia lugar seguro em Dun-Tharos, com muitas tropas de Talantyr e demônios habitando as ruínas. O grupo, cauteloso, decidiu não acampar no local e pediu que T’Nak apontasse a localização do anel e de Talantyr, preparando-se para os desafios que ainda estavam por vir nas ruínas amaldiçoadas.
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A escuridão total envolveu Ususi, Falael e Tassariel enquanto enfrentavam vampiros nas profundezas da antiga mansão. Jade foi arrastada por um dos monstros para um corredor sombrio, sua tocha caindo no chão enquanto o vampiro tentava alcançar seu pescoço. Falael correu para iluminar a área com sua própria tocha, mas a situação já era desesperadora. Quando Jade tentou usar suas habilidades para se libertar, o vampiro a mordeu profundamente, drenando seu sangue e deixando-a vulnerável, seus braços caindo moles ao lado do corpo.
Tassariel, em forma de urso, investiu contra o vampiro que segurava Jade, mas errou o golpe na escuridão. Falael conseguiu destruir dois vampiros menores com um único ataque, mas uma horda deles se aproximava rapidamente. Das sombras, outro vampiro surgiu e atacou Ususi, mordendo seu pescoço e deixando-a igualmente dominada. Um vampiro mago emergiu da escuridão, lançando correntes de sombra que prenderam todo o grupo ao chão, tornando a situação ainda mais crítica.
Com grande esforço, Jade conseguiu despertar de seu transe vampírico, usando sua experiência como apresentadora para manter a compostura. Ela puxou sua espada e cravou-a no coração do vampiro que a havia mordido, fazendo sangue jorrar de sua boca antes de ele cair morto. Falael usou suas habilidades para eliminar quase todos os vampiros menores que a cercavam, enquanto Jade conjurou um pilar de gelo que congelou outro vampiro. Tassariel, ainda em forma de urso, destruiu a criatura congelada com suas garras, fazendo-a explodir em pedaços.
O vampiro adepto tentou prender o grupo novamente com suas correntes de sombra, mas Jade conseguiu se libertar. Quando outro vampiro surgiu ao seu lado e a mordeu, Tassariel tentou atacá-lo, mas a criatura saltou para o teto como uma aranha. O vampiro mago lançou raios enervantes contra Falael, acertando-a e causando grande dano. Determinadas a acabar com a ameaça, Jade e Tassariel coordenaram um ataque devastador contra o vampiro adepto, causando dano massivo que quase o destruiu completamente. Com um último golpe coordenado, elas eliminaram a criatura, e a magia das sombras finalmente se dissipou.
Durga se aproximou, ferido mas vivo, e o grupo encontrou um homem preso na parede com correntes, sangue escorrendo de seu corpo pálido. Durga quebrou as correntes com seu martelo, e Jade administrou uma poção de cura ao homem, que se apresentou como Elian. Ele revelou que era um harpistaprocurando seu amigo Thales, que havia desaparecido enquanto investigava desaparecimentos misteriosos em Daggerdale e atividade vampírica na Floresta de Rawlinswood. Elian mostrou uma bússola mágica que deveria apontar para Thales, mas ela não funcionava mais, sugerindo que seu amigo havia morrido.
Ususi examinou a bússola e explicou que ela se conectava à alma das pessoas, e seu mau funcionamento indicava que a alma de Thales havia deixado este plano. O grupo informou Elian sobre o caminho bloqueado para o norte, e Ususi se ofereceu para acompanhá-lo até Khazad-Gatol, onde se reencontraria com o grupo depois. Antes de partir, Elian ofereceu seu Anel do Silêncio ao grupo como agradecimento. Ususi expressou preocupação sobre a missão de derrotar o homem apodrecido, um escolhido de Talona, e aconselhou o grupo a descobrir mais sobre a forja antes de enfrentá-lo.
Após descansar em uma casa abandonada, o grupo chegou à beira de um lago subterrâneo escuro e profundo. Falael guiou o barco através das águas, e uma linha de luz congelada pareceu se formar na superfície, mostrando o caminho perfeito. A travessia durou duas horas, seguida por mais uma hora atravessando uma passagem estreita. Depois de sete horas de caminhada, eles encontraram uma enorme fenda de quarenta metros de largura que cortava o caminho, com água correndo no fundo profundo.
O grupo discutiu várias formas de atravessar a fenda, considerando transformação em pássaro, uso de ganchos de escalada e criação de pilares de gelo. Após quase uma hora procurando, encontraram um ponto onde a fenda tinha apenas dez metros de largura. Falael arremessou o gancho de escalada com perfeição, prendendo-o em uma estalactite, e uma segunda corda foi amarrada em sua cintura como segurança. Enquanto ela atravessava usando sua espada como apoio na corda, criaturas peludas em forma de bolotas começaram a se mover no teto acima.
As criaturas caíram do teto, revelando bocas enormes cheias de dentes afiados e garras poderosas. Tassariel se transformou em águia para ajudar Falael, enquanto Durga ficou para trás defendendo a corda e lutando contra as criaturas. A corda arrebentou durante o ataque, deixando Durga isolado na escuridão do outro lado. Jade lançou uma bola de fogo no teto, iluminando a área e atingindo algumas criaturas, mas a maioria continuou avançando. Falael criou um som agudo e alto que distraiu as criaturas temporariamente, e Durga gritou que havia encontrado outro caminho, incentivando o grupo a fugir.
O grupo correu e as criaturas eventualmente desistiram da perseguição, retornando ao teto. Eles chegaram a ruínas antigas com árvores petrificadas e arquitetura que misturava elementos anões e élficos. Falael e Tassariel reconheceram símbolos de Shar, a deusa da escuridão e das sombras, e encontraram um grande templo dedicado a ela. Uma placa de pedra continha uma inscrição antiga que falava sobre dor e sofrimento até o retorno ao abraço de Shar. O silêncio ensurdecedor e a atmosfera opressora fizeram o grupo decidir deixar o local rapidamente.
Continuando a jornada, o grupo desceu um declive íngreme e sentiu a temperatura aumentar progressivamente. Eles chegaram a um imenso lago de lava com luz difusa e avermelhada, contendo estruturas cristalinas de obsidiana negra. Após seis horas caminhando pela margem da lava, a temperatura mudou drasticamente para um frio intenso. Eles encontraram um lago subterrâneo que emanava um frio abaixo de zero, mas não estava congelado, como se alguma magia estivesse em ação.
Durante a vigília noturna, Falael observou algo se movendo sobre a superfície do lago distante. Ela acordou Durga e decidiu investigar sozinha, despindo-se e entrando na água gelada com uma tocha. Um elemental de gelo em forma de floco de neve tridimensional se aproximou dela, parando abruptamente em sua frente. Uma voz fria mas familiar falou em sua mente, questionando sua presença nas profundezas quentes e podres e mencionando a Dama Gélida. Falael respondeu que buscava uma solução para salvar seu povo, e o elemental aceitou que impedir a podridão de Talona era um ato de preservação. O elemental girou ao redor de Falael várias vezes antes de desaparecer, concedendo-lhe a bênção de Auril.
Após mais horas de caminhada, o grupo encontrou uma correnteza forte no rio e um paredão de obsidiana ao norte. Falael liderou a escalada do paredão de vinte andares de altura, deslocando algumas pedras durante a subida, mas chegando ao topo com sucesso. O grupo continuou por várias horas, passando por áreas com cristais transparentes e evitando as criaturas peludas, até avistar um bando de aurochs ao longe. Finalmente, após oito horas de caminhada, encontraram uma escadaria monumental com degraus de um metro de altura, feita para criaturas muito maiores.
Ao se aproximarem da escadaria, a lanterna de Durga apagou e Tassariel voltou involuntariamente à sua forma humana. Todas as habilidades mágicas do grupo pararam de funcionar, revelando que estavam em uma área de antimagia. Durga identificou runas anãs antigas ao redor do arco da escadaria, escritas em um estilo caligráfico incomum e arredondado. Tassariel reconheceu elementos de arquitetura élfica na construção, sugerindo que havia sido feita em conjunto entre elfos e anões há muito tempo. As runas indicavam “A escadaria para Aurora”, e o grupo decidiu subir apesar da inconveniência dos degraus altos, sabendo que estavam finalmente próximos de seu destino.
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O grupo se encontrava nas profundezas das cavernas subterrâneas quando três lesmas gigantes emergiram dos cristais das paredes. Essas criaturas horrendas possuíam múltiplas fileiras de dentes e pequenas mãozinhas, com olhos localizados dentro de suas bocas abertas. Tassariel rapidamente invocou um elemental de terra e se transformou em um urso poderoso para enfrentar a ameaça.
O combate foi intenso e perigoso. As lesmas atacavam com mordidas corrosivas que destruíam armaduras e eram atraídas pelo cheiro de sangue dos feridos. Falael tentou atacar com seu cajado mágico mas teve dificuldades iniciais, enquanto uma das criaturas causou ferimentos graves em Tassariel. Jade usou suas habilidades para fortalecer a armadura da companheira, e Durga corajosamente se posicionou como protetor do grupo.
Falael demonstrou seu poder mágico empurrando uma das lesmas para longe, enquanto Jade inspirou o grupo com um grito de guerra. A batalha se intensificou quando Jade lançou uma Fireball devastadora que incinerou completamente uma das criaturas. A explosão causou uma reação em cadeia nos cristais da caverna, criando uma ressonância perigosa que ameaçou desmoronar tudo ao redor.
Ususi rapidamente protegeu todos com um escudo mágico contra os fragmentos de cristal que voavam em todas as direções. A última lesma sobrevivente, aterrorizada pela destruição, fugiu através de uma fenda nas pedras. O grupo respirou aliviado quando o perigo passou, mas a explosão havia causado um desmoronamento parcial que bloqueou parte do caminho.
Continuando sua jornada em direção a Dun-Tharos, o grupo chegou a uma bifurcação onde tiveram que escolher entre o caminho norte, agora bloqueado pelos destroços, e o sul. Durga usou seu sismógrafo especial para detectar vibrações nas pedras e descobriu sons de água vindo do sul. Após caminharem por mais uma hora, chegaram a uma área com declive suave onde avistaram cogumelos gigantes dispostos em um círculo misterioso.
Os cogumelos começaram a se mover lentamente, reorganizando-se em uma linha que bloqueava o caminho do grupo. Um deles se aproximou e liberou uma nuvem de esporos dourados que criaram uma conexão telepática. Através de imagens mentais, os cogumelos comunicaram seu medo e mostraram visões de seu campo sendo corrompido por uma substância negra pulsante.
O grupo compreendeu que essas criaturas inteligentes, conhecidas como Myconids, pediam ajuda contra uma corrupção que estava destruindo sua comunidade. Jade ofereceu pensamentos de destruir a corrupção, o que trouxe alívio imediato aos cogumelos. Os Myconids então alertaram sobre uma criatura perigosa que se disfarçava como uma estalactite no teto de uma caverna próxima.
Apesar dos avisos sobre a criatura mimética, o grupo decidiu usar uma estratégia direta. Jade posicionou-se cuidadosamente e lançou uma Fireball crítica que destruiu completamente a criatura disfarçada. A explosão causou outro desmoronamento parcial, mas os Myconids ficaram extremamente felizes e ansiosos para continuar ajudando seus novos aliados.
Os cogumelos guiaram o grupo até uma caverna deslumbrante com um pequeno lago de águas cristalinas. Um facho de luz divina descia do teto, criando uma atmosfera mágica e acolhedora. A água possuía propriedades curativas excepcionais, e todos beberam dela, sentindo um refrescor imediato que curou seus ferimentos e restaurou suas energias.
Próximo ao lago, descobriram o verdadeiro problema dos Myconids: um campo de cogumelos sendo consumido por uma massa negra pulsante no centro. Tassariel usou sua lanterna da luz verdadeira para investigar, revelando que a corrupção estava sendo alimentada por uma substância que pingava do teto. O grupo desenvolveu um plano engenhoso para usar a luz divina como arma.
Jade e Falael trabalharam juntas, combinando suas magias para criar uma camada lisa de gelo no escudo de Durga. Durga então posicionou o escudo congelado como um espelho, refletindo a luz divina diretamente sobre a corrupção. A luz sagrada derreteu completamente a substância maligna, que foi absorvida pelo chão, deixando apenas um buraco limpo onde antes havia a corrupção.
Os Myconids celebraram com danças alegres e levaram o grupo até sua vila subterrânea. A comunidade era composta por cogumelos de várias cores e tamanhos, incluindo alguns anciãos quase do tamanho de Durga. Durante o descanso, o grupo observou as atividades fascinantes dos Myconids: eles cuidavam de campos onde nasciam novos cogumelos, construíam casas de pedra e se reproduziam através de esporos coloridos.
O grupo passou doze horas na vila, descansando e se preparando. Durga, Jade e Falael criaram poções de cura usando sangue de monstro, enquanto Tassariel meditou sobre o equilíbrio natural das cavernas. Durga revelou ser vegetariano, comendo apenas cogumelos, enquanto Tassariel admitiu ter medo de altura apesar de suas habilidades de escalada. Durga ajudou os cogumelos em suas tarefas diárias, carregando pedrinhas para a construção.
Partindo da vila às três da manhã, guiados por um Myconid, o grupo adentrou as ruínas de uma antiga cidade subterrânea. A arquitetura era élfica mas com um estilo gótico sinistro, com torres pontudas construídas parcialmente dentro da própria pedra. Ususi traduziu o nome da cidade como “Yharnam”, escrito em Undercommon no portão de entrada.
A cidade estava abandonada há muito tempo, mas havia sinais de atividade recente. O grupo escutava passos distantes e via vultos, mas nunca conseguia encontrar a fonte. Chegaram a uma praça central iluminada por fungos bioluminescentes, onde avistaram quatro criaturas humanoides patrulhando a área. O Myconid explicou que não conhecia a cidade, pois “não era terra de cogumelo”.
Tassariel enviou um morcego familiar para reconhecimento, mas a criatura foi imediatamente capturada e devorada por um dos patrulheiros, revelando que eram ghouls – mortos-vivos famintos. O grupo decidiu atacar primeiro, e Jade lançou múltiplas Fireballs devastadoras que eliminaram a maioria dos inimigos. Tassariel se transformou em urso mas teve dificuldades para acertar seus ataques.
O combate se tornou perigoso quando os ghouls conseguiram morder Durga e Jade, paralisando-os temporariamente com suas toxinas necróticas. Falael e os outros membros do grupo trabalharam juntos para eliminar os últimos inimigos, usando uma combinação de magias de gelo e fogo. Eventualmente, todos os ghouls foram derrotados.
Após a batalha, Tassariel encontrou uma mochila ensanguentada na praça contendo o diário de Elin Swift, um aventureiro de Daggerdale. O diário revelava que Elin estava procurando um amigo capturado por mortos-vivos, e a última entrada mencionava que os captores precisavam do prisioneiro vivo para algum propósito específico. Seguindo a trilha de sangue, o grupo chegou a uma mansão abandonada.
A mansão estava em ruínas há muito tempo, mas as pegadas recentes e marcas de sangue levavam ao porão. Descendo as escadas rangentes de madeira, descobriram um homem acorrentado sendo lentamente drenado de sangue em uma bacia. O local estava mergulhado na escuridão, e quando tentaram acender suas lanternas, foram atacados por múltiplas criaturas das sombras.
Uma vampira elegante emergiu da escuridão, com pele pálida, lábios vermelhos e unhas púrpuras. Ela tentou dominar Durga mentalmente, mas ele resistiu usando sua força de vontade bárdica. A vampira mencionou servir a alguém chamado Talantyr e se transformou em névoa para escapar, convocando seus lacaios vampiros para atacar.
Jade lançou uma Fireball poderosa que destruiu vários vampire spawn menores e feriu gravemente dois vampiros mais fortes. Durga conseguiu acender sua lanterna mágica, que revelou vampiros ocultos na escuridão e desfez uma ilusão que escondia uma passagem secreta. No entanto, a situação se tornou desesperadora quando dois vampiros principais conseguiram capturar Durga e Jade, arrastando-os para locais separados na escuridão.
A sessão terminou com o grupo em uma situação extremamente perigosa, com dois de seus membros capturados por vampiros poderosos em um covil subterrâneo. O prisioneiro ainda gemia acorrentado no porão, e os vampiros restantes representavam uma ameaça mortal para todos. A descoberta da passagem secreta oferecia uma possível rota de fuga, mas primeiro precisariam resgatar seus companheiros das garras dos mortos-vivos sedentos de sangue.