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O bom DM

Essa semana ocorreu um lance meio chato: tive desentendimentos com um de meus jogadores, que criticou bastante a minha maneira de mestrar. Fiquei pensando na crítica, e tentei pensar no que eu acho que o bom DM deveria ter de características gerais, e lembrei dessas:

Gostar de mestrar

Se você quer o manto do Dungeon Master, precisa gostar de contar histórias. Precisa gostar de ser mestre e mestrar, senão nunca será um bom DM. Se você fica feliz quando vê seus jogadores felizes, esse é um bom sinal, ainda mais se isso acontece quando eles descobrem alguma informação importante do plot, ou conseguem chegar em algum dos objetivos da campanha.

Saber improvisar

Você precisa saber improvisar, saber ser criativo. Mesmo se estiver mestrando uma aventura pronta, improvise! Troque aquele segundo encontro de goblins por algo mais legal. Sei lá, põe um cubo gelatinoso! 🙂 Invente outros NPC’s, troque o combate contra o líder Kobold por um Skill Challenge de diplomacia. Use clichés! Só não abuse deles.

Saber Ouvir

Apesar de estar na maior parte do tempo falando, o DM tem que saber ouvir. Tente entender as entrelinhas de seus jogadores, e você conseguirá tirar muito mais dele (em termos de interpretação e colaboração, não em tesouro e itens mágicos!) Esse ponto me leva para…

Ter paciência

Isso vale para as pessoas em geral, mas um bom DM tem paciência. Ele irá explicar quantas vezes for necessário as runas da armadilhas (um handout teria ajudado, no entanto), e irá fazer aquele roleplay do barman, mesmo que ele não tenha nada de novo para contar. E nunca, mas nunca, perca a calma numa sessão. Se um argumento começar a ficar tenso, sempre deixe para depois. Uma briga na mesa estraga a sessão, e pode até atrapalhar amizades.

Ser imparcial

Você tem que ser imparcial na mesa. Isso é para que todos tenham a mesma diversão. Claro, nem sempre isso vai acontecer, mas o mestre deve se policiar para tentar, na média, fazer com que todos consigam sua atenção de maneira similar. Da mesma maneira, nunca favoreça alguém com itens mágicos, histórias “especiais” ou algo do tipo, a menos que seja conversado com o grupo todo.

Fazer o dever de casa

Espera-se que você conheça o cenário, e responda as perguntas sobre o ambiente, dê nomes aos NPCs (mesmo aos guardas genéricos, deixe uma lista pronta!), e saiba quais são as divindades do seu mundo. Claro, isso pode ser um problema se você está começando a mestrar num cenário novo (como Forgotten Realms). Então, faça a sua parte e tente dar uma lida e aprender o que der antes das suas sessões.

Colhões

Você precisa saber dizer não. Se não quer uma raça, feat ou poder que alguém achou na Internetm, num suplemento ou que seja, diga. Seja firme, mas lembre do item de não perder a paciência. A mesma coisa vale durante o jogo. Se você não lembrar qual a regra certa, e não quiser esperar por alguém folhear o Player’s Handbook, faça sua regra, e passe adiante. Mais tarde, você pode voltar com calma ao básico e dizer ao grupo como vai ficar dali em diante.

Delegue

Deixe algum do trabalho para os jogadores. Coloque um jogador responsável por organizar a iniciativa, outro para anotar nomes dos npcs, e por aí vai. A parte burocrática de ser DM não é muito divertida: divida isso com os outros participantes!

Meus outros jogadores ainda me aprovam, mas espero que essa lista me ajude a ser um DM ainda melhor. Você lembra de mais alguma característica importante?

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Warforged Solo

Troque o braço com mão por um lança-chamas acoplado e você terá o warforged solo.
Troque a mão do braço esquerdo por um lança-chamas acoplado e você terá o warforged Flame Wielder.

Ufa! Como o Daniel falou anteriormente eu tive um combate emocionante contra uma semana de provas solo, mas agora estou de volta e decidi dar um presente para os mestres leitores do rolando 20, principalmente os mestres que estão com grupos de níveis baixos.

Apesar de ser legal matar o Dragão Branco, provavelmente todo mundo já o matou, seja na aventura Into the Shadowhaunt (aquela que lançou o D&D 4e) ou na Kobold Hall (aquela que vem no livro do mestre da 4e). Eu decidi então, fazer um monstro solo para grupos de níveis baixos.

Warforged é uma raça que adoro, talvez vocês já tenham percebido que eu adoro Eberron, pois o cenário possibilita criar qualquer coisa, e foi justamente com essa liberdade que criei esse warforged. Uma máquina de destruição muito utilizada na last war, onde tecnologia mágica me possibilitou fazer um monstro com algumas cartas na manga.

Aqui vai a ficha do Warforged Solo:

Warforged Flame Wielder Level 2 Solo Soldier
Medium natural humanoid (Living Construct) XP 625
Initiative +5 Senses Perception +6,
HP
132; Bloodied 66
AC 20; Fortitude 18, Reflex 17, Will 15;
Speed
5
Saving Throws +5 (+7 against ongoing damage) Action Points 2
Longsword (standard; at-will) ✦ Weapon
+8 vs. AC; 1d8 + 4 damage, and the target is marked until the end of the warforged flame wielder’s next turn.
Handaxe (standard; at-will) ✦ Weapon
+8 vs. AC; 1d6 + 4 damage.
Wounded Retaliation (immediate reaction, when hit by an adjacent enemy attack; at-will)
The Warforged flame wilder makes a melee basic attack against the enemy.
Flamethrower Blast (standard; recharge ) ✦Fire
Close Blast 3; +5 vs. Reflex; 1d10+3. Miss: Half damage
Wall of Fire (standard; encounter) ✦ Fire
Close walll 5; +5 vs. Reflex; 3d6+3 damage. Miss: Half Damage
Battlefield Tactics
The warforged flame wielder gains +1 bonus to melee attacks if it has an ally adjacent to the target.
Warforged Resolve (minor; usable only when bloodied; encounter)
The warforged flame wielder gains 10 temporary hit points
Alignment Any Languages Common
Skills
Endurance +7, intimidate +6
Str
19 (+5) Dex 14 (+3) Wis 14 (+3)
Con
16 (+4) Int 10 (+1) Cha 10 (+1)

Warforge Flame Wielder Tactics

O Warforged flame wielder vai sempre tentar utilizar seu golpe Flame Thrower Blast, e quando conseguir atingir o maior número de oponentes possíveis ele usará o Wall of Fire. Ele tentará guardar seu golpe wounded retaliation para os melee strikers, obviamente se não tiver nenhum, ele usará no defender.

Para fazer esse warforged eu segui bem a linha de como fazer monstros solos do DMG. Bem pessoal, espero que vocês curtam o warforged, façam um bom playtest dele e dêem um retorno nos posts, assim poderei saber se o warforged está forte demais ou não, e se ele é legal ou não.

E rolem 20!

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William O’Connor

Além da Eva Widermann, outro ilustrador que sou fã é o William O’Connor. Eu comecei a curtir seus desenhos quando estava começando no RPG e vi a capa do Player’s Guide do Vampire. Ele também é responsável pelo clássico desenho do príncipe Marcus Vitel no obelisco de Washington DC, na capa do livro DC by Night, da White Wolf.

Já no mundo do D&D, ele é responsável por ilustrações chaves da 4ª edição, como o clérigo, paladino, tiefling, dragonborn, e muitos outros. Eu sou particularmente fã desse dragão branco. Só de ver o carinha montado nele e os destroços do navio, já imagino uma aventura! Ele também é ilustrador recorrente das novas (e antigas) Dragons e Dungeon, e ganhou vários prêmios por seu trabalho na 3ª edição, como Best Gaming Art pelo Races of Stone. Você pode ver a lista de trabalhos dele, também.

É isso aí. Rolem 20!

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Podcasts de RPG

O nosso podcast vai atrasar um pouco essa semana, devido à uma semana de provas Solo Brute 26 do Davi Salles, e por conta da troca do meu computador. Mas, para não deixar ninguém na mão, vou postar aqui uma lista de podcasts de RPG. Ainda não temos muitos podcasts de RPG em português, mas temos um monte em inglês. Uma excelente maneira de melhorar sua fluência!

No Brasil

  • d3Cast – Com dois episódios e meio, mais um teaser, o podcast do d3System é bem animado, tem umas informações “insider” da Devir.
  • Podcast d’A Matilha – Com três episódios e meio, é um podcast bem intimista, contando a história e (des)aventuras dos membros do grupo.
  • Spellcast – O podcast do portal Spellrpg. Eu participo nesse cast que teve oito episódios publicados, falando de temáticas RPGísticas diversas. O interessante é que o grupo é bem heterogêneo, cada um de um canto do Brasil.
  • IRPGCast -Um cast de RPG com sete episódios, ainda não ouvi, mas está na minha lista.
  • Grupo Critical Hit – Eles também produzem um podcast, além das notícias do site. Tem uma lista de todos os episódios.
  • Nerdcast – Não é um podcast de RPG, mas de variedades. Com mais de 150 episódios, os caras são profissionais. No entanto, eles já falaram sobre pérolas do RPG nos episódios 9 e 36.

Na gringa

  • D&D Podcast – O podcast da Wizards of the Coast sobre RPG, obrigatório. Pena que não é muito freqüente.
  • Green Ronin Publishing Podcast – O podcast da Green Ronin. Não tem muitos episódios, mas pra quem gosta de True20 e outros produtos da editora, é básico.
  • Sons of Kryos – Um podcast já com 62 episódios, em três temporadas, é legalzinho.
  • Fear the Boot – Meio irreverente, não gosto muito não, mas já tem mais de 150 episódios, e isso é sempre respeitável! 🙂
  • d20 Radio – Um cast focado em sistema d20, falam de Modern, Star Wars e outros.
  • Na gringa tem muitos podcasts de RPG, descubra o seu e conte pra gente! Eles são compilados no RPGPodcasts.com.

Rolem 20 aí pessoal!

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Improvisando Miniaturas

Que a 4ª edição do D&D (assim como a 3ª) te obriga, na prática, a usar miniaturas, to mundo já sabe. Mas se você não quer desembolsar uma bela grana em miniaturas made in china com o selo da WotC, você vai ter que improvisar.

Eu prefiro usar papeizinhos escrito “Zumbi” em cima a usar miniaturas de, digamos, Gnolls. O papel escrito vai fazer com que a mesa imagine um zumbi ali, enquanto a miniatura de outra criatura simplesmente vai eliminar esse processo imaginativo, e todo mundo vai falar “Eu ataco o Zumbi-Gnoll”, que é meio besta.

O problema de papeizinhos é que eles voam fácil. Um livro colocado na mesa de forma pouco suave pode mandar todos os guardiões da tumba para fora da dungeon! Então você pode improvisar de outras formas:

  1. Compre fichas vagabundas de poker, ou canibalize um jogo antigo meio sem peças, e cole papéis com contact em cima. Você pode reescrever em cima do contact, e já fica meio pesado para não voar;
  2. Pegue um papelzinho retangular, desenhe o oponente (ou escreva o nome dele), faça dois cortes no meio. Pegue um clip de papel médio, abra-o, e use-o para fazer uma base. Claro, se tiver tempo, pode imprimir uma figurinha bonita ao invés de um desenho tosco, no meu caso. Dá até pra fazer no escritório (me desculpem o modelo, dá próxima vez peço ajuda à uma colega bonita):
  3. Use peças genéricas de outros jogos. Não recomendo peças de xadrez, por ter um pouco do problema da miniatura do Gnoll, em menor escala;
  4. Faça peças de papel, mas use uma cartolina e deixe eles triangulares, como as miniaturas dos oponentes da caixa básica de D&D da Grow (veja essa figura de uma miniatura Conan-like roubada do Phil Gamer);
  5. Use um notebook e um projetor, ou ligue o notebook na televisão, e faça um mapa virtual. Existem vários programas para isso, como o MapTool.

E você? Como você improvisa suas miniaturas?

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Heráldica e Brasões de Armas

Achei um programinha na Web para criar seu próprio brasão de armas. Ele é meio lento, mas funciona bem legalzinho. A Wikipédia nos ensina que a Heráldica é:

A ciência e a arte de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.

Fazer o brasão de armas de seu paladino ou guerreiro, ou mesmo da sua companhia de aventureiros, dá toda uma cara nova a seu grupo. E como vimos acima, o brasão pode ser muito mais que um escudo legal: as cores e símbolos que estão lá podem representar toda a história do grupo. Dê uma olhada nesse site para entender os simbolismos da Heráldica. O vermelho representa o sangue de nossa família, o Pégaso nossa liberdade e por aí vai. Um nome ou mote em latim também dá um clima.

Rolem 20!

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Dungeon Master Screen

Chegaram vários livros no meu último pacote da Amazon pré alta do dólar:

A minha idéia é dar uma resenha mais detalhada de cada um dos produtos, e vou começar com o mais fácil, que inclusive já foi resenhada pela comunidade (RPG.net, Dungeon Mastering, ENWorld e outros): o Dungeon Master Screen. Para começar, a imagem do screen, que é fantástica:

Dungeon Master's Screen 4E

Esse é o melhor screen ever de todas as edições de D&D: nada mais de cartolina vagabunda, o screen é de papel cartonado, o mesmo material que fazem capa dura dos livros de RPG. E não só isso, os dois lados do screen têm uma laminação, dando uma aparência muito boa.

Em relação ao conteúdo, é o que todo mundo espera: as tabelas do básico. Todos as condições estão lá, as regras de cover (já comentadas aqui) e concealment, as dificuldades para usar skills, modificadores diversos em combate. Além disso, as tabelas de XP são uma mão na roda para aumentar ou diminuir um pouco a dificuldade do encontro no caso de termos um jogador a mais ou a menos.

Segue um resumo de todas as tabelas do Screen:

  • XP Rewards (DMG 120)
  • Damage by Level (DMG 47)
  • Food, Drink, and Lodging (PHB 222)
  • Light Sources (DMG 66)
  • Character Advancement (PHB 29)
  • Actions in Combat (PHB 286)
  • Combat Advantage (PHB 279, com lista do que causa CA e as páginas do PHB associadas)
  • Attack Modifiers (PHB 279)
  • DCs to Break Most Common Items (PHB 262)
  • Target DCs (DMG 42, essa tem errata)
  • Fall Severity by Character Level (DMG 44)
  • DCs for Commonly Used Skills (DCs de algumas skills – Athletics, Perception, Arcana, Heal)
  • Cover (PHB 280)
  • Concealment (PHB 281)
  • Conditions (PHB 277)
  • Healing a Dying Character (PHB 281)
  • Death and Dying (PHB 295)

Tenho somente duas críticas: a primeira, já sabida pela comunidade, é o fato do screen já vir com errata: a tabela de dificuldades genéricas teve update pouco depois da impressão da screen. Tudo bem que é só diminuir 5 de todos os DCs da tabela, mas ainda assim, é meio chato. A segunda critica é que não dá mais para prender papéizinhos na screen com clips, pela largura do screen, sem danificá-la. Mas post-its colam direitinho

Vou publicando as resenhas dos outros livros a medida que eu for terminando de lê-los. Rolem 20! E, agora, atrás do Screen!