Categorias
Links Post

E mais links

malaugrymLinks Verde & Amarelo

Links Coloridos

A ilustração de hoje é de Rick Sardinha, que já trabalhou para Wizards of the Coast, Magic e Chaosium, entre outros. Vários dragões do Draconomicon são dele, olhem esse Cthulhu! Visite sua homepage ou sua galeria no Pen & Paper.

Categorias
Post

25 Coisas que aprendi com o RPG

O Johnny do d3 System nos adicionou à esse meme, vejam as regras (e o post dele). De fato, o RPG nos ensina bastante coisas. Seguem as minhas impressões:

  1. A vida imita o RPG;
  2. Não existe esse história de “XP o suficiente”;
  3. A regra de cima vale para tesouros também;
  4. Quando você tem tempo para jogar, não tem dinheiro para os livros. Quando tem dinheiro para os livros, não tem tempo pra jogar;
  5. Nem todo nerd joga RPG, mas jogou RPG, é nerd;
  6. Ficha roubada é mais gostosa;
  7. Mestre que só rola atrás do escudo tem jogadores mal acostumados;
  8. Coca-cola quente e pizza fria são alimentos normais; e passe o cheetos;
    pizzacoke_bl
  9. Existe muita mulher jogando RPG, elas só não jogam com você;
  10. Aprendi paciência, muita paciência;
  11. Sistema de RPG é como time de futebol: a discussão sempre é acalorada;
  12. Os outros personagens sempre tem mais itens mágicos que o meu;
  13. Os meus jogadores nunca tem itens mágicos suficiente (de acordo com eles);
  14. Não adianta gastar três dias fazendo ficha para um jogo de três horas;
  15. Dados com números são melhores que dados com bolinhas;
  16. Não-RPGistas nunca entendem como funciona o dado d4;
  17. Aliás, em geral eles não entendem muito bem o RPG em geral;
  18. Por algum motivo, meu pai ficou fã do carniçal;
  19. Não existem Manuais de Monstros suficientes;
  20. Na dúvida, adicione minions;
  21. No RPG do Star Wars, todo mundo é Jedi;
  22. Quanto mais bolinhas você colocar em antecedentes, mais coisas seu narrador vai tirar de você;
  23. Não dá pra esperar todo mundo chegar pra começar o jogo;
  24. Em jogo de herói, todo mundo quer ser anti-herói;
  25. Ironicamente, eu rolo pouco 20.
    d20

Eu convido o Rey do Ooze, o CF do Covil, e o Jeff “Shin” do Tomo 4e.

Categorias
Post

Minha estante de RPG – Parte 4

Bom, e chegamos ao quarto andar da estante, com sistemas e livros diversos. Vamos lá:

Parte 4 da estante

Livros que não for citado explicitamente a editora, considere como Wizards of the Coast. Temos aqui, em ordem, da esquerda para a direita:

  • War of the Lance – Sovereign Press
  • Dragonlance Campaign Setting
  • 25th Aniversary Dragonlance Chronicles – TSR
  • Alternity Dark * Matter – TSR
  • Alternity Player’s Handbook – TSR
  • Alternity Gamemaster Guide – TSR
  • Alternity Campaign Kit – TSR
  • GURPS Lite 4th edition – Steve Jackson Games
  • Alternity Dark * Matter Adventure – The Killin Jar – TSR
  • Star*Drive Campaign Setting – TSR
  • Return to the Temple of Elemental Evil
  • Player’s Handbook 3.0
  • Toolbox – AEG
  • Warcraft: The Roleplaying Game – White-Wolf
  • Dragon Magic
  • Eberron Campaign Setting
  • Mutants & Masterminds RPG – Green Ronin
  • Call of Cthulhu 5th edition – Chaosium Inc.
  • Cthulhu Dark Ages – Chaosium Inc.
  • Call of Cthulhu d20
  • d20 Modern Weapons Locker
  • d20 Apocalipse
  • d20 Past
  • d20 Future
  • d20 Modern Roleplaying Game
  • Star Wars 2nd Edition – West Ends Game
  • Star Trek Narrator’s Guide – Decipher
  • Star Trek Player’s Guide – Decipher
  • The Babylon 5 Roleplaying Game: 2nd Edition – Moongoose Publishing
  • Superman: the Man of Steel Sourcebook – Mayflier Games
  • The Blood of Heroes – Special Edition – Pulsar Games Inc.
  • Ghostwalk
  • Arcana Unearthed GM Screen – Mahavoc Press
  • The Diamon Throne – Mahavoc Press
  • Monte Cook’s Arcana Unearthed – Mahavoc Press

E é na último canto da estante onde guardo vários xodós. Primeiro, os livros de Dragonlance. As Crônicas republicadas no 25º aniversário tem a história completa das crônicas com estatísticas para o SAGA, que eu adoro, e tenho as regras e o baralho, e também tem as regras para AD&D. Eu já mestrei pedaços dela no SAGA e no D&D 3e e me diverti pacas.

Eu tenho também vários RPGs de ficção científica, que eu adoro. Alternity é um sistema bem no estilo AD&D, lançado alguns anos antes do D&D terceira edição. Ele tem o mundo de campanha Star*Drive, que é uma mistura de Isaac Asimov, Star Trek e Treveller, e também o mundo de Dark*Matter, focado em aventuras estilo Arquivo X, que depois at’teve uma versão d20. Também tenho o RPG de Jornada nas Estrelas da Decipher. Infelizmente, ele usa um sistema muito parecido com o CODA, e esse sistema é um porcaria.

Também tenho alguns livros de Call of Cthulhu, embora eu conte nos dedos as vezes que mestrei ou joguei. Também fica aqui o Mutant & Masterminds, que a Jambô trouxe ao Brasil como Mutantes & Malfeitores, e é um RPG fantástico de superheróis. No mesmo tema, tenho o Blood of Heroes, que foi a evolução das regras criadas pela Mayflower no DC Heroes RPG.

Vários outros livros de d20 Modern completam o espaço. Eu joguei uma campanha de d20 Modern, focada num estilo meio Arquivo X, meio 24 horas, por um ano e meio aqui em Campinas, foi bem divertido.

Outra coisa: esse Player’s Handbook da 3.0 é um xodó também. Não só ele é 1ª impressão, vem com o CD e tudo mais, mas também é autografado pelo Peter Adkinsons, de quando ele veio para o EIRPG.

Aliás, ainda estou esperando as fotos das estantes de vocês! Um abraço, e rolem 20!

Categorias
Post

Como fazer campanhas com intrigas

No último podcast, falamos sobre o cenário de campanha Ptolus. Apesar do cenário ter todas as dungeons que alguém pode precisar, ele também tem bastante espaço para campanhas com intrigas e política, entre as diversas facções criminosas, famílias e grupos de interesses, casas nobres e tudo mais.

Fazer uma campanha mais focada no lado da política é mais trabalhoso, mas muitas vezes compensador para o DM, se ele conseguir colocar os jogadores para desenrolar o seu novelo de artimanhas, trapaças e conspirações. Como regras gerais (e genéricas), como fazer uma campanha com intriga?

Os interessados

ptolusrelations

O primeiro e mais importante ponto: quem são os interessados na política da cidade? A idéia aqui é tentar listar as forças que farão parte das intrigas da sua cidade. Essas forças podem ser PdM, podem ser grupos da cidade, como guildas, casas nobres, grupos criminosos, igrejas, conclaves mágicos, grupos étnicos ou raciais, criaturas extraplanares e até mesmo o grupo dos PdJs.

Uma dica é pegar uma folha de papel e fazer um diagrama: liste os interessados que você identificou nas bordas, e depois ligue com setas todos os grupos que tem algum tipo de amizade, inimizade ou relação de influência. Você pode descrever o tipo de relação em cima da seta. O Ptolus tem um diagrama como o ao lado.

Objetivos e motivações

Além dos múltiplos interessados, é legal pensar nos objetivos e motivações de cada um dos interessados. O que eles querem? O domínio completo da cidade? Expandir sua igreja? Eliminar um rival? Geralmente cada interessado tem vários interesses, mas esteja certo de saber pelo menos uma motivação para cada uma das forças da sua campanha de intrigas. Isso ajuda bastante a saber quais serão os próximos passos (ou passos iniciais) de cada uma delas.

Ações Paralelas

Outra coisa que você deve ter em mente é que todas essas forças vão estar indo na direção dos seus objetivos e motivações simultaneamente, e os personagens dificilmente irão interagir com todas as forças da cidade. Então é legal ter em mente o que os grupos que não aparecerem nas aventuras estão fazendo, isso dá um andamento muito legal ao jogo.

A dica aqui é preparar uma planilha, listando nas colunas o nome das fações, e usando as linhas como tempo, e desenhar um mini-timeline das fações, descrevendo eventos. Por exemplo, na semana que vem irá acontecer: a reunião geral da guilda dos mercadores, tentativa de assassinato do Senador Fulano, parada em homenagem ao capitão da guarda, e por aí vai.

Trocando poder

Geralmente as forças da cidade irão fazer trocas entre si, seja de coisas materiais (dinheiro, em suma) ou favores (poder). Tente verificar qual o poder e valores materiais cada uma de suas forças terá. Por exemplo, a igreja de Pelor pode ressuscitar pessoas (poder), a guilda dos ferreiros controla quem pode receber armas e armaduras (dinheiro e poder), a casa nobre de Jal’Yarh possui fortunas e empréstimos (dinheiro), e por aí vai. Deixando claro com o que cada uma das suas fações pode negociar, fica mais fácil ver como fações malignas ou opostas às vezes acabam tendo relações comerciais e de favores.

Envolvendo os Personagens

Como os personagens irão se envolver nessa rede de intrigas? Se eles já acumularam riquezas e poder em aventuras passadas (ou seja, já tem alguns níveis pelo menos), pode ser que você já tenha até listado o grupo como uma das forças de influência da campanha. Caso contrário, veja o status quo atual, e pense em quais das forças da cidade estão em desvantagem, e procurariam o grupo para conseguir ajuda. Os grupos que os membros do grupo são afiliados também podem ser uma opção interessante. Lembre-se de pensar no poder do seu grupo: o que eles podem oferecer as outras facções. Não tenha medo de pedir ajuda e sugestões aos seus jogadores!

Lembre-se, não é porque a campanha é focada em intriga que você não possa ter ação. Use e abuse de desafios de perícias sociais! Boa sorte com as intrigas de vocês, e rolem 20!

Categorias
Links Post

Mais links de domingo

midnighthunterOlá jogadores e DMs! Nas últimas semanas tivemos contratempos, mas semana que vem o Rolando 20 volta a seu funcionamento normal. E, para manter a tradição, vamos a mais um Domingo de links, sugestões de artigos e materias de outros sites.

Lá fora…

E por aqui…

O ilustrador de hoje é David Griffith, que ilustrou inúmeros livros de RPG, como a capa do Adventurer’s Vault. Você pode conferir a home page dele, ou uma galeria na Pen and Paper.

E rolem 20!

Categorias
Oponente Post

Iniciativa 4e – Ouro dos Tolos

Estamos de volta com a Iniciativa 4e! Hoje, o tema para os blogs participantes é Dinheiro! Essa semana, com Campus Party e tudo mais, foi meio enrolada, mas conseguimos criar mais uma armadilha. Não deixem de conferir os outros posts sobre o mesmo assunto (no final desse post) e você terá material para fazer aventuras memoráveis!

maosNos salões dos tesouros do antigo império de Bael Turath, existiam diversas armadilhas. Entre elas, uma se confundia com os tesouros para enganar os invasores. Um altar composto de ferro abrigava uma peça rara, e obviamente valiosa: duas mãos de platina com suas palmas para cima, como mãos de um mendigo que suplica por algumas peças de cobre.

Escrito logo em frente às mãos, também em ferro, num comum muito antigo, era possível ler “Entregarás a mim aquilo que tu queres e terás tua cobiça satisfeita”

Ouro dos Tolos Obstáculo de Nível 8Armadilha XP 350
Armadilha: Um cristal mágico fornece a energia necessária para que a armadilha esteja sempre funcionando, mas parte do mecanismo é mundana, embora muito complexa.
Percepção
  • CD 19: O personagem nota que o chão em volta do pedestal é metálico, diferente do resto do lugar.
  • CD 24: O personagem consegue avistar a caixa de controle onde o cristal mágico e os principais mecanismos da armadilha estão abrigados.

Intuição

  • CD 19: O personagem sente vibrações mágicas de algum lugar da sala, mas não consegue identificar o local exato. Um teste de Arcanismo CD 24 pode indicar o local como a caixa de controles.
Gatilho
Quando um personagem tocar a mão de platina, ficará preso a ela, enquanto raios elétricos atacarão todos que começarem seus turnos ou entrarem numa área de 3 quadrados do altar.
Ataque
Reação Imediata
Alvo: Uma criatura que entrar ou começar na área ocupada pela armadilha.
Ataque: +11 vs Fortitude.
Sucesso: 2d6+5 de dano elétrico e o personagem fica pasmo até o final de seu próximo turno.
Contra-medidas
  • Um personagem pode desarmar a armadilha decifrando a charada. Nesse caso, ele precisa colocar uma moeda (ou outro objeto) de platina sobre as mãos. Isso fará com que o dispositivo seja desativado, pare de atacar e liberte a criatura que estava presa à mão de platina.
  • Um personagem que estiver preso à armadilha pode tentar se libertar usando toda sua força, com um teste de Atletismo CD 24.
  • Um personagem pode tentar inutilizar o cristal mágico com seus conhecimentos arcanos; são necessários 4 sucessos consecutivos em Arcanismo CD 19.
  • Um personagem pode tentar inutilizar o sistema mecânico da armadilha; são necessários 4 sucessos consecutivos em Ladinagem CD 19.

Outros posts da Iniciativa 4e

Todos os posts da Iniciativa 4e são temáticos e relacionados. Para essa sexta, temos os seguintes posts parceiros:

Categorias
Post

A Arte de Imaginar

folhaA única coisa que na minha opinião é essencial no RPG é a imaginação. Sem elas não dá para jogar e claro, não dá para fazer um montão de outras coisas.

Mestres precisam imaginar encontros, vilões, cidades e muitas vezes reinos inteiros! Enquanto podem usar cenários prontos esses cenários só apresentam um visão superficial de um lugar, e geralmente o mestre vai ter que criar muita coisa até que o cenário fique com aquele realismo interessante.

Jogadores precisam conhecer o cenário para poderem fazer personagens condizentes, mas o mais importante é fazer personagens interessantes, que sejam divertidos, a ponto de se querer jogar do nível um até o trigésimo. Isso não é fácil, é necessário muita imaginação.

Cada um prefere imaginar de um jeito, alguns gostam de ficar sozinhos em seus cantos, outros acreditam que seus amigos, vizinhos e parentes poderiam ser interessantes aventureiros e se inspiram neles e acho também que a grande maioria (incluindo eu mesmo) imagina por tabela. Vemos um seriado e imaginamos, jogamos um jogo e imaginamos, lemos um livro e imaginamos.

Cada um possui sua própria forma de imaginar, gostaria de saber a forma de como vocês fazem, enquanto isso vou dizer sobre meus personagens e aventuras preferidas e como as imaginei.

Karus Shadamash é meu atual personagem na mesa do Daniel Anand, um dragonborn em conflito com quase tudo, sua família, sua sociedade e algumas vezes seus companheiros de aventura. Apesar disso tudo, ele é extremamente amoroso no seu jeito conflituoso. Se tiverem interesse de ler mais sobre ele podem ver toda a história dele, que tento colocar uns updates de vez em quando.

Gangues de Overlook, minha aventura para substituir a primeira do adventure path Scales of War, o que mais me inspirou foi um artigo da dragon sobre um gangue de Bubears chamado Sindicato Fantasma, fiz um review desse artigo da Dragon. Depois foi o filme Gangues de Nova York, estava pensando de fazer uma batalha/guerra civil, mas acho que as coisas mudaram de rumo, e agora os PdJs tem que impedir isso de acontecer.

A Fome Sombria de Ungoliant, uma campanha que se passaria no maravilhoso cenário de Tolkien. Cem anos antes da Guerra do Anel, os aventureiros precisariam destruir uma terrível força do mal, mais antiga de Sauron, mais sombria que Mordor. Essa campanha foi inspirada obviamente pelo Senhor dos Anéis, mas principalmente pelo Simarillion, onde Tolkien fala mais detalhadamente de Ungoliant. Quando li pensei, eu quero derrotar esse monstro, mas como mestre cabe aos outros completarem meu sonho, posso apenas tornar isso tudo épico. Essa campanha estava sendo interessante pois era uma campanha onde eu tentava dar um impressão de livro, eu lembro que quando preparei uma viagem pelo campo até uma cidade próximo que duraria uns dois, três dias e gastei uns seis parágrafos para descrever os campos, os cheiros e o clima comecei a fazer jus ao cenário maravilhoso de Tolkien.

Vocês vão achar tudo de que falei no site de campanhas de RPG, onde também tento colocar as minhas campanhas também, a RPG wiki. E um quote que o Daniel Anand lembrou, do Albert Einstein: “A imaginação é mais importante que o conhecimento” 🙂

E vocês? Como fazem para imaginar, o que faz vocês imaginarem?

Rolem 20!